Os perigos subsumidos na contracepção de emergência: moralidades e saberes em jogo

O tema da “contracepção de emergência” desperta bastante inquietação social no Brasil. O termo remete a noções como “risco de engravidar”, “sexo desprotegido”, (ir)responsabilidade ou (ir)racionalidade prévia ao exercício sexual, contrariando normas sanitárias que postulam necessidade de proteção à...

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Dans:URI:https://journals.openedition.org/horizontes,
Auteurs principaux: Brandão, Elaine Reis, Cabral, Cristiane da Silva, Ventura, Miriam, Paiva, Sabrina Pereira, Bastos, Luiza Lena, Oliveira, Naira V. B. Vidal, Szabo, Iolanda
Format: Article ou chapitre numérique
Langue:Portugais
Publié: Horizontes Antropológicos 2017
Accès en ligne:Accès Université d'Orléans et IFPM
Description
Résumé:O tema da “contracepção de emergência” desperta bastante inquietação social no Brasil. O termo remete a noções como “risco de engravidar”, “sexo desprotegido”, (ir)responsabilidade ou (ir)racionalidade prévia ao exercício sexual, contrariando normas sanitárias que postulam necessidade de proteção à gravidez e às doenças sexualmente transmissíveis nas práticas sexuais. Ao contrário da pílula anticoncepcional de uso regular, que conta com maior aceitação social, a contracepção de emergência desperta muitas controvérsias. Discute-se esse desconforto em relação ao método, a partir de pesquisa com farmacêuticos e balconistas de farmácia sobre o tema. Duas perspectivas analíticas são exploradas: a primeira é a estratégia que assinala perigos e potenciais riscos à saúde que esse contraceptivo provocaria, com vistas à regulação dos corpos femininos, em especial, jovens e pobres, onde a reprodução é temida. A segunda discute o agenciamento feminino que o uso da contracepção de emergência evidencia, perspectiva que pode estar ferindo hierarquias morais e sociais, de classe e de gênero.