Mapeando rumos prioritários em didáctica de línguas: perspectivas e reflexões sobre interacção verbal

Pretendo nesta comunicação dar conta de alguns rumos prioritários que se desenham no panorama nacional da didáctica de línguas. Com efeito, tomando como referência o mapeamento da investigação portuguesa nas últimas décadas sobre a interacção verbal em sala de aula (Cardoso, 2007), um território em...

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Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/eces,
Autore principale: Cardoso, Teresa
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: e-cadernos CES 2014
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:Pretendo nesta comunicação dar conta de alguns rumos prioritários que se desenham no panorama nacional da didáctica de línguas. Com efeito, tomando como referência o mapeamento da investigação portuguesa nas últimas décadas sobre a interacção verbal em sala de aula (Cardoso, 2007), um território em expansão naquela área científica, é possível identificar três trajectórias futuras. Estas apontam para núcleos fundamentais que se perspectivam das sugestões expressas pelos autores estudados, quer ao nível da intervenção didáctica, quer no âmbito da formação de professores ou ainda de futuras investigações. São dimensões e estratégias que importa explorar e partilhar, pois permitem não só superar problemas pedagógico-didácticos, mas também sustentar práticas de ensino inovadoras. Por outro lado, espera-se que o olhar aqui proposto possa reflectir uma matriz mais alargada, num diálogo articulado com domínios afins à didáctica, tais como, por exemplo, a sociolinguística ou as ciências da linguagem. Assim, retomo temas transversais, entre os quais, a questão das funções e do poder que os vários actores sociais, intervenientes nos diversos processos educativos, exercem. Além disso, nestas e noutras valências, integra-se a “convicção profundamente crescente da importância do papel que a linguagem desempenha na interacção pedagógica e nas relações de troca entre professores e alunos, ou seja, entre os participantes num acontecimento que é, antes de mais, comunicativo” (Pedro, 1992: 15). Convicção que acompanha, em suma, o definir de novas metas de investigação, intervenção e (in)formação, que continuem a favorecer quer o desenvolvimento, quer a compreensão do conhecimento didáctico.