Agentes da tradução e circulação dos clássicos na periferia da ciência
Desde sua primeira edição em 1999, a revista brasileira GEOgraphia tem publicado a seção Nossos Clássicos. Composta por material estrangeiro traduzido para a língua portuguesa e acompanhado de comentários críticos redigidos pelos próprios tradutores, esse material ainda não foi estudado, pois a trad...
Tallennettuna:
| Julkaisussa: | URI:https://journals.openedition.org/terrabrasilis, |
|---|---|
| Päätekijä: | |
| Aineistotyyppi: | Article ou chapitre numérique |
| Kieli: | Portugais |
| Julkaistu: |
Terra Brasilis
2021
|
| Aiheet: | |
| Linkit: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Yhteenveto: | Desde sua primeira edição em 1999, a revista brasileira GEOgraphia tem publicado a seção Nossos Clássicos. Composta por material estrangeiro traduzido para a língua portuguesa e acompanhado de comentários críticos redigidos pelos próprios tradutores, esse material ainda não foi estudado, pois a tradução tem sido ignorada como tema de pesquisa pelos geógrafos brasileiros e pela Academia como um todo. Articulando pensamento decolonial e translation studies como referências metodológicas, constatamos que em um país periférico como o Brasil, onde ciência e tradução estão intimamente associadas por causa da geopolítica do conhecimento, tradutores têm exercido papel fundamental como agentes tanto da circulação do conhecimento em geral quanto da renovação da história da geografia em particular ao problematizar determinados cânones que a constituíram. Assim, no período entre 1999 e 2019, graças ao trabalho do que denominaremos por geotradutores, a seção Nossos Clássicos tornou-se fonte privilegiada de leitura e discussão sobre a história da geografia produzida no Brasil e no exterior. O presente artigo visa reconhecer quem são esses geotradutores e quais são suas motivações a fim de iluminar a circulação dos clássicos em um país periférico como o Brasil. |
|---|