Recordar e escavar: a herança sistemática de Fichte no sistema espectral da linguagem de Walter Benjamin

O presente trabalho tem como objetivo inicial apresentar as heranças constituintes da filosofia fichteana como estrutura do sistema espectral da linguagem da filosofia de Walter Benjamin. De acordo com os dados analisados de alguns textos importantes de juventude, cartas, artigos publicados, sua tes...

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Bibliografiske detaljer
Udgivet i:URI:https://journals.openedition.org/ref,
Hovedforfatter: Barreto de Oliveira, Theofilo Moreira
Format: Article ou chapitre numérique
Sprog:Portugais
Udgivet: Revista de Estud(i)os sobre Fichte 2026
Fag:
Online adgang:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Beskrivelse
Summary:O presente trabalho tem como objetivo inicial apresentar as heranças constituintes da filosofia fichteana como estrutura do sistema espectral da linguagem da filosofia de Walter Benjamin. De acordo com os dados analisados de alguns textos importantes de juventude, cartas, artigos publicados, sua tese de doutoramento bem como o trabalhos desenvolvidos ao longo de sua errante carreira acadêmica, pudemos constatar como Benjamin encobriu de forma astuta, provenientes do seu maneirismo, as influências do pensamento de Fichte. Os motivos desta decisão podem ser determinados pelos posicionamentos políticos da época em que viveu, as dificuldades acadêmicas pelas quais passou em vida, mas ao mesmo tempo, pela consolidação de uma metodologia inovadora advinda dos conhecimentos expostos por Dieter Heinrich, durante o firmamento do Primeiro Romantismo Alemão, cuja fundamentação teórica se utilizava na complementação de puzzles oriundos de variados posicionamentos teóricos a fim de constituir uma malha tão fina quanto a teia da aranha. Como resultado deste procedimento, Benjamin conseguiu codificar suas teorias numa nova perspectiva sistemática de compreensão da realidade que moldariam as formas e os sentidos do dizer do ser. Como proceder por este posicionamento se pôs como um desafio de se seguir a contrafluxo do que se é exposto a respeito da filosofia benjaminiana, delimitamos como meta, montar num tigre e dar um salto em direção ao passado, com a finalidade de repararmos a dívida histórica que as pesquisas sobre a filosofia de Benjamin tem em relação com as influências do pensamento de Fichte. Assim, com o intuito de interconectar os múltiplos saberes e seus desdobramentos não seguiremos os rastros deixados por Benjamin, mas sim, decodificaremos sua metodologia para honrarmos as influências presentes que a filosofia de Fichte tem em seu sistema.