Invertendo a “Passagem Atlântica”: O “regresso” de Richard Wright a África
O texto discute o sentido polémico do “regresso” a África que Richard Wright inscreve em Black Power e a forma como a narrativa da viagem subverte a “Middle Passage”. O sujeito narrativo orienta o leitor através de uma incursão pessoal nos muitos sentidos da modernidade e desdobra a noção de “destin...
Spremljeno u:
| Izdano u: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Glavni autor: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Jezik: | Portugais |
| Izdano: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2012
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| Teme: | |
| Online pristup: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sažetak: | O texto discute o sentido polémico do “regresso” a África que Richard Wright inscreve em Black Power e a forma como a narrativa da viagem subverte a “Middle Passage”. O sujeito narrativo orienta o leitor através de uma incursão pessoal nos muitos sentidos da modernidade e desdobra a noção de “destino comum”, já apontada em 12 Million Black Voices. Contudo, qualquer sentido de comunidade é aqui necessariamente ambíguo, por estar sempre relacionado com questões de raça e identidade. Black Power é uma narrativa importante para o conceito de modernidade e assinala uma mudança significativa na produção literária de Wright para uma vertente não-ficcional. Esta segunda fase da sua obra contém, no entanto, um paradoxo crucial: enquanto se volta para o exterior, para o mundo mais global, Wright tenta, simultaneamente, inscrever-se como referência sobre o locus do qual nunca poderia demarcar‑se: África. Em Black Power, a duboisiana “color line” desdobra‑se em múltiplas dimensões. |
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