Alguém mais belo do que eu: Alberto Caeiro, Leopold Bloom, o Portugal de Pessoa, a Irlanda de Joyce e outras Brancas de Neve
Ao definir-se como um quarto de espelhos fantásticos, Fernando Pessoa encontra no espelho a única certeza comum a todas as “reflexões falsas”, a materialização da “única anterior realidade” que os seus inúmeros espelhos “torcem”. Tomando a Branca de Neve como uma sublimação final da beleza usurpador...
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| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Lenguaje: | Portugais |
| Publicado: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2012
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sumario: | Ao definir-se como um quarto de espelhos fantásticos, Fernando Pessoa encontra no espelho a única certeza comum a todas as “reflexões falsas”, a materialização da “única anterior realidade” que os seus inúmeros espelhos “torcem”. Tomando a Branca de Neve como uma sublimação final da beleza usurpadora da Madrasta e a corporização de uma beleza inicial, considerarei os “inúmeros espelhos fantásticos” de Pessoa e o “cracked looking glass” de Joyce como distorcidas sequelas de uma qualquer pureza de origem ou de uma superfície reflectora una. Argumento que Caeiro, Bloom, o Império Espiritual de Pessoa e a “Irlanda Caricatura do Mundo Sério” de Joyce virão a ser a materialização dessa superfície reflectora de origem, Brancas de Neve posteriores às realidades que lhes são madrastas mas colocadas estrategicamente na sua origem e destinadas a suprir a ausência de uma “única anterior realidade” – pessoal, nacional e global. |
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