Sobre a questão da Aufhebung: Baudelaire, Bataille e Sartre
O estudo debruça-se sobre o cáustico ensaio de Sartre sobre Bataille publicado em 1943 e intitulado “Un nouveau mystique”, bem como sobre a discussão subsequente travada entre os dois autores a propósito de Baudelaire. Sartre acusa Bataille de, na obra A experiência interior, introduzir “o transcend...
Tallennettuna:
| Julkaisussa: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Aineistotyyppi: | Article ou chapitre numérique |
| Kieli: | Portugais |
| Julkaistu: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2012
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| Linkit: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Yhteenveto: | O estudo debruça-se sobre o cáustico ensaio de Sartre sobre Bataille publicado em 1943 e intitulado “Un nouveau mystique”, bem como sobre a discussão subsequente travada entre os dois autores a propósito de Baudelaire. Sartre acusa Bataille de, na obra A experiência interior, introduzir “o transcendente no imanente”; de exteriorizar o eu de maneira a eliminar a responsabilidade humana; de, por força do fascínio com o ritual, o sacrifício e a comunidade, conduzir ao totalitarismo; e de engolir a história. Sartre coloca no centro da sua crítica o conceito de Aufhebung, proposto na Fenomenologia de Hegel: segundo Sartre, Bataille elimina a síntese da trindade hegeliana – tese/antítese/síntese (Aufhebung) –, colocando a tragédia no lugar da dialéctica. Esta discussão acerca do papel da Aufhebung e da dialéctica suscita, assim, todas as questões fundamentais para aquilo a que viria a chamar-se pós-modernismo: o papel e a soberania da subjectividade, a possibilidade do sagrado, o uso da linguagem, a liberdade humana, o papel da história na produção textual, o indivíduo em oposição à comunidade, e as razões para se rejeitar a possibilidade de um transcendente. |
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