Descentralizar é fragmentar? Riscos do pluralismo administrativo para a unidade do Estado em Moçambique

Procede‑se a uma análise crítica dos riscos derivados da existência de uma diversidade de actores políticos locais em Moçambique, os quais, para além dos governos distritais e das autarquias locais, exercem funções políticas e/ou administrativas no mesmo espaço territorial. São eles, fundamentalment...

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Detalhes bibliográficos
Publicado no:URI:https://journals.openedition.org/rccs,
Autor principal: Fernandes, Tiago Matos
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado em: Revista Crítica de Ciências Sociais 2013
Assuntos:
Acesso em linha:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrição
Resumo:Procede‑se a uma análise crítica dos riscos derivados da existência de uma diversidade de actores políticos locais em Moçambique, os quais, para além dos governos distritais e das autarquias locais, exercem funções políticas e/ou administrativas no mesmo espaço territorial. São eles, fundamentalmente, os chefes tradicionais, os secretários de bairro e os líderes religiosos. A partir de um estudo de caso realizado no município da Ilha de Moçambique (Província de Nampula), pretende‑se demonstrar como a institucionalização deste pluralismo administrativo, acelerado pelo processo de -descentralização administrativa em curso, coloca em risco o exercício da soberania do Estado ao nível local.