O detido‑desaparecido: catástrofe civilizacional, desmoronamento da identidade e linguagem
Este artigo propõe o conceito de catástrofe como ponto de partida para a construção de estratégias de representação adequadas aos fenómenos de violência social extrema, centrando‑se no caso do desaparecimento forçado de pessoas na Argentina e no Uruguai. A análise parte de um paradoxo: o processo r...
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| In: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Main Author: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Language: | Portugais |
| Published: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2013
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| Subjects: | |
| Online Access: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Summary: | Este artigo propõe o conceito de catástrofe como ponto de partida para a construção de estratégias de representação adequadas aos fenómenos de violência social extrema, centrando‑se no caso do desaparecimento forçado de pessoas na Argentina e no Uruguai. A análise parte de um paradoxo: o processo representa o culminar das políticas de construção e gestão da população na América pós‑colonial e, ao mesmo tempo, aplica‑se aos produtos mais acabados dessa política, os indivíduos‑cidadãos. Devido a esta condição paradoxal, o desaparecimento forçado de pessoas implica problemas insolúveis para as leituras da identidade e da linguagem próprias do “processo civilizador”, o indivíduo‑cidadão e a representação directa. Deste modo, este desaparecimento situa a identidade e a linguagem no terreno da catástrofe, requerendo o repensar das nossas estratégias de representação. |
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