A Universidade e o Estado Novo: De “corporação orgânica” do regime a território de dissidência social

O presente ensaio procura relacionar os discursos do Estado Novo sobre a Universidade e acerca dos organismos associativos estudantis (a reprodução) com as estratégias de sobrevivência e imaginação do próprio movimento de estudantes (a contestação). Como ponto de partida para uma análise dos movimen...

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Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/rccs,
Autore principale: Garrido, Álvaro
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: Revista Crítica de Ciências Sociais 2013
Soggetti:
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:O presente ensaio procura relacionar os discursos do Estado Novo sobre a Universidade e acerca dos organismos associativos estudantis (a reprodução) com as estratégias de sobrevivência e imaginação do próprio movimento de estudantes (a contestação). Como ponto de partida para uma análise dos movimentos estudantis entre o termo da Segunda Guerra Mundial e meados da década de sessenta do século XX tomam-se os estereótipos salazaristas da Universidade enquanto “corporação orgânica” do regime ditatorial e a matriz legal das associações de estudantes como “sindicatos corporativos” inibidos de expressar quaisquer conotações classistas. O texto revisita anteriores discussões relativas à emergência do “sindicalismo estudantil” na primavera de 1962, procurando aferir por que modos e razões a Universidade se constitui em palco relevante de dissidência do regime, acompanhando as sucessivas crise que a ditadura enfrenta de 1958 em diante.