A arte da fuga: Os mecanismos da liquidez

A ideia de “liquidez” enquanto característica da fase actual da modernidade, presente na obra mais recente de Zygmunt Bauman, convida a uma leitura cruzada entre este autor e Keynes. Quer em Bauman, quer em Keynes, a liquidez aplica-se a relações que podem ser facilmente revertidas, ou revertidas a...

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Τόπος έκδοσης:URI:https://journals.openedition.org/rccs,
Κύριος συγγραφέας: Caldas, José Maria Castro
Μορφή: Article ou chapitre numérique
Γλώσσα:Portugais
Έκδοση: Revista Crítica de Ciências Sociais 2013
Θέματα:
Διαθέσιμο Online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Περιγραφή
Περίληψη:A ideia de “liquidez” enquanto característica da fase actual da modernidade, presente na obra mais recente de Zygmunt Bauman, convida a uma leitura cruzada entre este autor e Keynes. Quer em Bauman, quer em Keynes, a liquidez aplica-se a relações que podem ser facilmente revertidas, ou revertidas a baixo custo, e a sistemas que, sendo caracterizados pela precariedade dos laços que unem os seus elementos constituintes, tendem a ser, eles próprios, instáveis e precários. Em ambos os autores, a liquidez e a especulação surgem como respostas racionais à incerteza e, ao mesmo tempo, como estratégias individuais que contribuem para o aumento do risco sistémico. As duas abordagens são complementares e coerentes. A leitura cruzada sugere a existência de mecanismos da liquidez transversais a diferentes domínios institucionais cuja identificação é aqui ensaiada.