As estratégias de resposta a conflitos violentos e de (re)construção da paz: Uma análise crítica

Com o final da Guerra Fria, a prevenção e resolução de conflitos violentos, bem como a construção da paz tornaram-se, segundo Roland Paris, numa espécie de ‘missão civilizadora’ nas mãos de atores externos. Na prática, tal significou que estes passaram a definir estratégias comuns e amplas, assentes...

Description complète

Enregistré dans:
Détails bibliographiques
Dans:URI:https://journals.openedition.org/rccs,
Auteur principal: Nascimento, Daniela
Format: Article ou chapitre numérique
Langue:Portugais
Publié: Revista Crítica de Ciências Sociais 2014
Sujets:
Accès en ligne:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Description
Résumé:Com o final da Guerra Fria, a prevenção e resolução de conflitos violentos, bem como a construção da paz tornaram-se, segundo Roland Paris, numa espécie de ‘missão civilizadora’ nas mãos de atores externos. Na prática, tal significou que estes passaram a definir estratégias comuns e amplas, assentes nos princípios da paz liberal, de modo a lidar com os vários países em conflito interno violento. Apesar de contribuírem para a tomada de consciência sobre a multiplicidade e complexidade das causas dos conflitos, estas estratégias rapidamente se tornaram dominantes, cristalizando uma agenda de prioridades que favorece direitos e instituições de natureza civil e política e negligencia garantias económicas, sociais e culturais. Tendo este contexto em mente, o objetivo do presente artigo é analisar e avaliar criticamente as mudanças teóricas e empíricas ao nível dos modelos e estratégias de paz dominantes, chamando a atenção para a forma como o projeto de paz liberal tende a esconder formas de desigualdade que sustêm e reproduzem o conflito e a violência.