O Egito em tempo de revolução. As lutas dos trabalhadores antes e depois das revoltas de 2011
Os comentaristas ocidentais chamaram à revolução egípcia uma revolução‑Facebook, ou seja, um fenómeno sociopolítico instigado (sobretudo através das redes sociais) essencialmente por jovens da classe média e com um nível elevado de instrução, que reivindicavam reformas democráticas de tipo ocidenta...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2014
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Resumo: | Os comentaristas ocidentais chamaram à revolução egípcia uma revolução‑Facebook, ou seja, um fenómeno sociopolítico instigado (sobretudo através das redes sociais) essencialmente por jovens da classe média e com um nível elevado de instrução, que reivindicavam reformas democráticas de tipo ocidental. Desta imagem de postal ilustrado falsamente revolucionário foram apagadas as raízes socioeconómicas da revolta egípcia de 2011. Consequentemente, fica quase a ideia de que a inaudita vaga de protestos de natureza laboral dos últimos três anos terá surgido do nada, dando‑se por isso pouca atenção ao papel dos trabalhadores no levantamento de 2011. O presente artigo sustenta que no cerne da revolta egípcia estão fatores socioeconómicos, e nessa perspetiva ele pretende contribuir com alguns passos fundamentais no sentido de se considerar que o crescente movimento operário egípcio é um elemento primacial do processo revolucionário a longo prazo. |
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