Futebol, racismo e eurocentrismo. Os média portugueses na cobertura do Campeonato Mundial de Futebol na África do Sul
Partindo da ideia de que o futebol constitui um campo privilegiado de acesso ao estudo da realidade social, este artigo explora o papel dos média portugueses na perpetuação dos paradigmas eurocêntricos e racistas a propósito do Campeonato Mundial de Futebol realizado na África do Sul, em 2010. Depoi...
Gardado en:
| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
|---|---|
| Autor Principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2013
|
| Sujets: | |
| Acceso en liña: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | Partindo da ideia de que o futebol constitui um campo privilegiado de acesso ao estudo da realidade social, este artigo explora o papel dos média portugueses na perpetuação dos paradigmas eurocêntricos e racistas a propósito do Campeonato Mundial de Futebol realizado na África do Sul, em 2010. Depois de se analisar criticamente o atual estado do debate teórico sobre racismo e futebol, salientando‑se os limites que têm caracterizado a maior parte dos estudos, discute‑se a forma como os meios de comunicação social têm sido problematizados, relativamente à transmissão do racismo e do eurocentrismo. Ao nível empírico, o artigo centra‑se na análise dos discursos dos média, assentes na exaltação dos ‘descobrimentos’ e nas construções da africanidade, a partir das visões dicotómicas razão versus emoção e razão versus corpo. Deste modo, o futebol constitui não só uma metáfora da sociedade, como também produz, reproduz e reifica determinados valores e normas sociais, contribuindo assim para a consolidação do paradigma eurocêntrico e racista. |
|---|