Investigar o fenómeno dos sem‑abrigo. Em defesa de uma política ontológica declarada e preocupada
A quantificação e a individualização patológica são as duas tendências dominantes na investigação do fenómeno dos sem‑abrigo. Ao ganharem estatuto de quase‑exclusividade na pesquisa sobre o fenómeno, constituem‑se num regime de verdade e procedem a uma série de negações insustentáveis: negam que pro...
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| Gepubliceerd in: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Hoofdauteur: | |
| Formaat: | Article ou chapitre numérique |
| Taal: | Portugais |
| Gepubliceerd in: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2013
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| Onderwerpen: | |
| Online toegang: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Samenvatting: | A quantificação e a individualização patológica são as duas tendências dominantes na investigação do fenómeno dos sem‑abrigo. Ao ganharem estatuto de quase‑exclusividade na pesquisa sobre o fenómeno, constituem‑se num regime de verdade e procedem a uma série de negações insustentáveis: negam que produzem as realidades que estudam, negam que outras realidades poderiam ser produzidas, deslegitimam posturas metodológicas alternativas, invisibilizam as relações de poder e dominação, obscurecendo a injustiça da vida na rua. Em alternativa a este regime de verdade, defendo a mobilização de uma política ontológica assumida e preocupada com o bem‑estar e a dignidade dos atores sem‑abrigo. |
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