Hordas de violadores. A instrumentalização da violência sexual em discursos anticomunistas alemães da Guerra Fria
Nos discursos anticomunistas alemães da Guerra Fria, a imagem do Exército Vermelho como “horda de violadores” funcionou como estratégia de exclusão na construção de uma identidade nacional regida por “valores ocidentais”. Analisarei a dimensão ideológica dos estereótipos de mulheres violadas e as co...
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| Опубликовано в: : | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Главный автор: | |
| Формат: | Article ou chapitre numérique |
| Язык: | Portugais |
| Опубликовано: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2013
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| Предметы: | |
| Online-ссылка: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Итог: | Nos discursos anticomunistas alemães da Guerra Fria, a imagem do Exército Vermelho como “horda de violadores” funcionou como estratégia de exclusão na construção de uma identidade nacional regida por “valores ocidentais”. Analisarei a dimensão ideológica dos estereótipos de mulheres violadas e as construções de masculinidade que perpassam dois textos emblemáticos de memórias da fuga e expulsão dos alemães da Europa Central e de Leste e um romance de propaganda anticomunista norte-americano. Tentarei demonstrar que as violações de mulheres alemãs por soldados soviéticos no desfecho da Segunda Guerra Mundial foram interpretadas como produto de uma “barbárie asiática” e do comunismo. A instrumentalização dessas violações, ao diabolizar a União Soviética, favoreceu os dois pilares da política externa da República Federal da Alemanha: a integração europeia e a aliança transatlântica. |
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