Consorciando os habitantes: As experiências das “zonas O” e dos “topónimos” em Roma

Em Roma, no último século, o fenómeno do abusivismo (que em italiano indica uma verdadeira “cultura da ilegalidade urbana”) tornou‑se uma modalidade comum de desenvolvimento dos aglomerados urbanos. O fenómeno – que tinha originalmente um cariz “de necessidade”, devido à incapacidade dos poderes púb...

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Τόπος έκδοσης:URI:https://journals.openedition.org/rccs,
Κύριοι συγγραφείς: Cellamare, Carlo, Perin, Antonella
Μορφή: Article ou chapitre numérique
Γλώσσα:Portugais
Έκδοση: Revista Crítica de Ciências Sociais 2013
Θέματα:
Διαθέσιμο Online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Περιγραφή
Περίληψη:Em Roma, no último século, o fenómeno do abusivismo (que em italiano indica uma verdadeira “cultura da ilegalidade urbana”) tornou‑se uma modalidade comum de desenvolvimento dos aglomerados urbanos. O fenómeno – que tinha originalmente um cariz “de necessidade”, devido à incapacidade dos poderes públicos de resolver a falta de habitação das camadas sociais mais vulneráveis – tornou‑se, com o passar do tempo, uma forma de construção de habitações de qualidade a custos acessíveis, pensadas para um público mais abastado, e depois uma actividade especulativa, envolvendo situações em que o construtor não coincide necessariamente com o residente e os usos do solo não são apenas residenciais. Desde o Plano Regulador Geral de 1962, as coligações progressistas que governaram a capital têm vindo a enfrentar o fenómeno de forma estrutural. Este artigo descreve uma medida idealizada pelo Município – na ausência de uma lei nacional para regularizar a cidade informal – baseada na construção de consórcios de autorrecuperação por parte dos habitantes e reflecte sobre o valor acrescentado da participação dos moradores na regularização legal e urbanística das áreas onde vivem.