A Política de Quotas em Portugal: O papel dos partidos políticos e do feminismo de Estado
A designada Lei da Paridade representa um marco importantíssimo na promoção da igualdade de mulheres e homens em Portugal. A sua relevância advém de vários factores, dentre os quais se destaca o seu impacto num sistema eleitoral que a inércia do sistema político-partidário tem sido incapaz de altera...
Kaydedildi:
| Yayımlandı: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Materyal Türü: | Article ou chapitre numérique |
| Dil: | Portugais |
| Baskı/Yayın Bilgisi: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2013
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| Konular: | |
| Online Erişim: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Özet: | A designada Lei da Paridade representa um marco importantíssimo na promoção da igualdade de mulheres e homens em Portugal. A sua relevância advém de vários factores, dentre os quais se destaca o seu impacto num sistema eleitoral que a inércia do sistema político-partidário tem sido incapaz de alterar. Na análise do surgimento das políticas de quotas em Portugal, o papel do principal mecanismo oficial para a igualdade, ou seja, da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, e das suas redes não tem sido estudado. Ora, como refere Mona Lena Krook, esforços para aumentar o número de mulheres em cargos políticos raramente acontecem na ausência de mobilização de mulheres. Adoptando a abordagem do feminismo de Estado, exploro aqui o papel da Comissão como uma entidade decisiva na apresentação das reivindicações feministas perante o Estado, um papel que tem sido sistematicamente ignorado, e explicito a forma como este mecanismo e as associações de mulheres em seu torno contribuíram para a promoção da agenda da participação das mulheres na política em Portugal. |
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