“Eu não posso me sentir… prejudicado”: os discursos da branquitude sobre justiça racial

Parte fundamental da discussão acerca da necessidade de reparar os legados históricos de pobreza e violência, criados pelo colonialismo nas metrópoles europeias e em suas antigas colônias, é o posicionamento que os sujeitos brancos assumem quando é preciso analisar o seu lugar histórico de beneficiá...

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Shranjeno v:
Bibliografske podrobnosti
izdano v:URI:https://journals.openedition.org/rccs,
Glavni avtor: Cunha, Amanda
Format: Article ou chapitre numérique
Jezik:Portugais
Izdano: Revista Crítica de Ciências Sociais 2025
Teme:
Online dostop:Accès Université d'Orléans et IFPM
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Opis
Izvleček:Parte fundamental da discussão acerca da necessidade de reparar os legados históricos de pobreza e violência, criados pelo colonialismo nas metrópoles europeias e em suas antigas colônias, é o posicionamento que os sujeitos brancos assumem quando é preciso analisar o seu lugar histórico de beneficiários da exploração racial. Neste artigo, buscamos compreender as diferentes formas de posicionamento adotadas pela branquitude quando convidada a refletir o significado do conceito de justiça racial. A análise revelou a produção de discursos que se dividem em três vertentes: o da completa negação dos crimes coloniais e, consequentemente, da necessidade de repará‑los; o da transmutação da justiça racial para uma noção de justiça social; e, por fim, o da definição de justiça racial como um sinônimo de reparação histórica.