Pensar o Islão: Questões coloniais, interrogações pós-coloniais
O “terrorista islâmico” e os imigrantes e minorias muçulmanas culturalmente “inassimiláveis” representam as duas faces da visão do Islão como “o problema do século XXI” que domina o debate público contemporâneo e a formulação das políticas de Estado nacionais e internacionais nas sociedades ocidenta...
Wedi'i Gadw mewn:
| Cyhoeddwyd yn: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Prif Awdur: | |
| Fformat: | Article ou chapitre numérique |
| Iaith: | Portugais |
| Cyhoeddwyd: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2012
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| Pynciau: | |
| Mynediad Ar-lein: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Crynodeb: | O “terrorista islâmico” e os imigrantes e minorias muçulmanas culturalmente “inassimiláveis” representam as duas faces da visão do Islão como “o problema do século XXI” que domina o debate público contemporâneo e a formulação das políticas de Estado nacionais e internacionais nas sociedades ocidentais. A natureza das representações, mais ou menos essencialistas, que informam e deformam estes debates varia consoante os contextos em virtude da relação histórica, em regra colonial, de cada nação com o Islão, das instituições e saberes vocacionados para o seu estudo, e da composição, perfil e peso das comunidades muçulmanas em cada sociedade. Mas a lógica identitária e securitária que configura o discurso do Islão como problema reproduz, redefinidos agora como problemas do multiculturalismo, da governação, da tolerância e da segurança, as mesmas preocupações identitárias e securitárias geradas no contexto colonial. Este artigo apela a uma abordagem desconstrutiva do Islão através da leitura crítica do discurso português. |
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