A educação (pós-)imperial de V. S. Naipaul

Propõe-se uma análise de alguns dos sentidos da palavra educação que se revelam de especial interesse para o percurso de V. S. Naipaul como escritor. Assim, consideram-se em primeiro lugar os efeitos (previsíveis e imprevisíveis) da típica educação colonial que o autor recebeu em Trinidad e que o tr...

תיאור מלא

שמור ב:
מידע ביבליוגרפי
הוצא לאור ב:URI:https://journals.openedition.org/rccs,
מחבר ראשי: Matos, Jacinta Maria
פורמט: Article ou chapitre numérique
שפה:Portugais
יצא לאור: Revista Crítica de Ciências Sociais 2012
נושאים:
גישה מקוונת:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
תיאור
סיכום:Propõe-se uma análise de alguns dos sentidos da palavra educação que se revelam de especial interesse para o percurso de V. S. Naipaul como escritor. Assim, consideram-se em primeiro lugar os efeitos (previsíveis e imprevisíveis) da típica educação colonial que o autor recebeu em Trinidad e que o transformaram ao mesmo tempo num “bom” e num “mau” súbdito colonial. Discute‑se também o modo como Naipaul, posteriormente, teve de se educar para a vida num mundo pós-colonial, e a forma como foi enfrentando a condição híbrida e desterritorializada do sujeito pós‑colonial. Finalmente, argumenta-se que Naipaul se situa deliberadamente nessas “áreas de escuridão” que elegeu como tema central da sua obra, e ocupa a “zona de interdição” que o discurso colonial pretende manter entre colonizador e colonizado, aí situando o seu próprio discurso.