A virada pós-colonial: experiências, trauma e sensibilidades transfronteiriças
Neste artigo postulo a “virada pós-colonial” como um movimento que não se limita ao debate epistemológico nem à construção estética do texto. Argumento que seu diferencial está na centralidade que dá ao que chamo “conhecimento-testemunho” mediante a experiência de um trauma coletivo: o colonialismo-...
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| In: | URI:https://journals.openedition.org/rccs, |
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| Main Author: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Language: | Portugais |
| Published: |
Revista Crítica de Ciências Sociais
2020
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| Subjects: | |
| Online Access: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Summary: | Neste artigo postulo a “virada pós-colonial” como um movimento que não se limita ao debate epistemológico nem à construção estética do texto. Argumento que seu diferencial está na centralidade que dá ao que chamo “conhecimento-testemunho” mediante a experiência de um trauma coletivo: o colonialismo-racismo. Assim, suas categorias são formuladas a partir de outros lugares de fala, que são, sobretudo, “lugares de afetos”. No diálogo com a “virada afetiva”, explano acerca das trajetórias icônicas de Frantz Fanon e Edward Said, evidenciando as experiências do exílio, da diáspora e da hibridez que configuram, nos termos de Raymond Williams, a especial estrutura de sentimentos a impregnar tais produções intelectuais. O retorno aos autores fundantes do pós-colonial permite, portanto, extrair provocações que promovem a vitalidade da virada pós-colonial, corroborando a sua atualidade. |
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