“Até ao fim do mundo”: Amor, rancor e guerra em Hélia Correia

A peça de teatro de Hélia Correia, O rancor: Exercício sobre Helena, oferece a base para uma análise textual do entendimento clássico e moderno do papel da mulher no contexto da guerra. As mulheres, na versão contemporânea de Hélia Correia, reproduzem e acentuam alguns dos indícios já disseminados p...

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Dettagli Bibliografici
Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/rccs,
Autore principale: Lisboa, Maria Manuel
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: Revista Crítica de Ciências Sociais 2013
Soggetti:
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:A peça de teatro de Hélia Correia, O rancor: Exercício sobre Helena, oferece a base para uma análise textual do entendimento clássico e moderno do papel da mulher no contexto da guerra. As mulheres, na versão contemporânea de Hélia Correia, reproduzem e acentuam alguns dos indícios já disseminados pela tragédia e epopeia gregas, nomeadamente a problemática da sexualidade feminina e da paixão, enquanto forças contrapostas ao instinto belicoso masculino, por aquelas eventualmente derruido. A leitura aqui apresentada focaliza aspectos variados da justaposição dos sexos no contexto da guerra: nomeadamente, a dinâmica entre mãe e filha enquanto agentes de um feminino solidário em confrontação com o imperativo belicoso masculino; a relação mãe-filho conforme inscrita no dilema edipiano filial de opção entre o pai guerreiro e a mãe atavicamente amada; a questão da maternidade/paternidade e do sacrifício voluntário ou recusado de filhos e filhas aos interesses da guerra; e o problema da representação passional do inimigo enquanto objecto de desejo e figuração do ideal do bem-amado.