Tradição e identidade de género em Angola: ser mulher no mundo rural
No meio rural angolano predomina uma cultura tradicional com as suas práticas socializadoras tendentes à preservação da identidade. A socialização das crianças, em particular a das meninas, faz-se no contexto da tradição, apoiada em ritos iniciáticos e fundada na discriminação da mulher cujo destino...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/ras, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
Revista Angolana de Sociologia
2013
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Resumo: | No meio rural angolano predomina uma cultura tradicional com as suas práticas socializadoras tendentes à preservação da identidade. A socialização das crianças, em particular a das meninas, faz-se no contexto da tradição, apoiada em ritos iniciáticos e fundada na discriminação da mulher cujo destino fica traçado: ser dona de casa, esposa e mãe, cuja vida se sujeita às lógicas de dominação masculina. Com este texto, pretende-se problematizar a influência da tradição cultural na socialização comunitária no meio rural angolano onde prevalece o preconceito da superioridade masculina o qual condiciona a construção social do género, compreendida a partir das noções de “habitus” de Bourdieu, “hegemonia cultural” de Gramsci e “prisão psíquica” de Morgan. Neste contexto, a função social da mulher angolana rural restringe-se ao universo doméstico, sendo-lhe, portanto, negada a assunção da cidadania comunitária em condições de igualdade de direitos. |
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