Historicismo, ciência e poder de classificação. Reflexões em torno da problemática da democracia em África e em Angola
O artigo começa com uma reflexão sobre o historicismo, a formação da ciência moderna e a subalternização do Outro não ocidental e a incidência destes conceitos e processos sobre a realidade africana. No sentido de demonstrar como tais conceitos e processos desvirtuam, muitas vezes, a realidade que p...
Uloženo v:
| Vydáno v: | URI:https://journals.openedition.org/ras, |
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| Hlavní autor: | |
| Médium: | Article ou chapitre numérique |
| Jazyk: | Portugais |
| Vydáno: |
Revista Angolana de Sociologia
2013
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| Témata: | |
| On-line přístup: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Shrnutí: | O artigo começa com uma reflexão sobre o historicismo, a formação da ciência moderna e a subalternização do Outro não ocidental e a incidência destes conceitos e processos sobre a realidade africana. No sentido de demonstrar como tais conceitos e processos desvirtuam, muitas vezes, a realidade que pretendem estudar, tomou-se como exemplo o conceito de democracia que, para o devido efeito, foi entendido no seu sentido amplo, i.e., envolvendo as suas dimensões institucional e vivencial. Este entendimento de democracia permitiu-nos relevar a relação ambígua que as sociedades e os Estados africanos têm para com o mesmo: se as vivências africanas são geralmente marcadas pela tolerância, se as decisões políticas dos chefes tradicionais eram/são, em princípio, partilhadas com conselhos que os assistem/iam, o mesmo não se tem acontecido, numa larga maioria de situações, com a vigência do Estado moderno, do Estado pós-colonial. Na análise deste processo, elegeu-se o actual momento político em Angola como estudo de caso. |
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