Doença, violências e racismo: a pandemia do novo coronavírus em Florianópolis/SC

Neste artigo iremos apresentar descrições etnográficas sobre as dinâmicas sociais em relação à Covid-19 em Florianópolis/SC, Brasil, considerando regulações locais acionadas no contexto da pandemia para refletir sobre como parcelas da população foram afetadas e quais alternativas têm sido mobilizada...

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Detalles Bibliográficos
Publicado en:URI:https://journals.openedition.org/pontourbe,
Autores principales: Medeiros, Flavia, Anjos, Priscila dos
Formato: Article ou chapitre numérique
Lenguaje:Portugais
Publicado: Ponto Urbe 2020
Materias:
Acceso en línea:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripción
Sumario:Neste artigo iremos apresentar descrições etnográficas sobre as dinâmicas sociais em relação à Covid-19 em Florianópolis/SC, Brasil, considerando regulações locais acionadas no contexto da pandemia para refletir sobre como parcelas da população foram afetadas e quais alternativas têm sido mobilizadas por essas pessoas em seus cotidianos. Nosso objetivo não é necessariamente reconstruir o que ocorreu nos primeiros meses da pandemia em Florianópolis mas, a partir da descrição etnográfica de certas situações e eventos nos meses de março a julho de 2020, elaborar questões específicas deste contexto, como a organização comunitária e a mobilização coletiva de luta antirracista. Ao mesmo tempo, iremos demonstrar as possibilidades e consequências plausíveis de um controle da pandemia e discutir como as decisões administrativas tomadas demonstram como o dito "descontrole" da doença passa também pela flexibilização das regras, fruto de pressões do mercado, representado pelas elites locais e por concepções negacionistas sobre a doença, e a ciência que tem marcado a política nacional. Neste sentido, nosso foco é observar o que tais medidas propõem, mas sobretudo o que escondem, sejam nos números, na tomada de decisões ou ainda, nos processos de controle social de populações socialmente vulnerabilizadas.