Direitas e organização do consenso sob a ditadura no Brasil: o caso da Campanha da Mulher pela Democracia (Camde)
Esta comunicação propõe analisar dois momentos fundamentais para a compreensão da história da ditadura civil-militar brasileira: primeiramente, o período compreendido entre o golpe de 1964 e a gradual institucionalização do regime ao longo do governo do Marechal Castello Branco (1964-1967). Em segui...
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| Veröffentlicht in: | URI:https://journals.openedition.org/nuevomundo, |
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| 1. Verfasser: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Sprache: | Portugais |
| Veröffentlicht: |
Nuevo mundo mundos nuevos
2017
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| Schlagworte: | |
| Online Zugang: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Zusammenfassung: | Esta comunicação propõe analisar dois momentos fundamentais para a compreensão da história da ditadura civil-militar brasileira: primeiramente, o período compreendido entre o golpe de 1964 e a gradual institucionalização do regime ao longo do governo do Marechal Castello Branco (1964-1967). Em seguida, a conjuntura do governo do General Emílio Médici (1969-1974). A proposta é analisar os processos de conformação do pacto social em torno do regime nestes momentos, buscando compreender o que aproxima e, em particular, o que diferencia as formas de organização do consenso social nestas duas conjunturas. Para tanto, tomo como referência a análise da trajetória do grupo feminino Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE), associação profundamente marcada pela luta contra o comunismo e “em defesa da família e da Igreja”. Fundada no contexto de radicalização política em 1962, ainda sob o governo democrático de João Goulart, a CAMDE viveu em 1964 o auge de sua atuação, à frente da organização das Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Já na primeira metade dos anos 1970, quando o regime vivia o auge de sua popularidade, o grupo caminhava para o encerramento melancólico de suas atividades. |
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