As políticas públicas criam territórios da espera ? O caso do programa Morar Feliz da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ- Brasil)
O programa de habitação popular Morar Feliz compreende a remoção da população de favelas para conjuntos habitacionais construídos, quase sempre, em áreas distantes do centro urbano desprovidas de serviços e infraestrutura essenciais. Em alguns casos, a entrega das unidades habitacionais não ocorre c...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/nuevomundo, |
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| Principais autores: | , |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
Nuevo mundo mundos nuevos
2016
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Resumo: | O programa de habitação popular Morar Feliz compreende a remoção da população de favelas para conjuntos habitacionais construídos, quase sempre, em áreas distantes do centro urbano desprovidas de serviços e infraestrutura essenciais. Em alguns casos, a entrega das unidades habitacionais não ocorre concomitantemente ao processo de remoção, forçando a população a vivenciar um período de incertezas e tensões, inserido na espera pela moradia. Este artigo analisa a dimensão da espera no processo de remoção/reassentamento do Morar Feliz na favela Inferno Verde que se apresenta como um caso exemplar dessa situação. O propósito deste estudo foi investigar se a situação de espera em que os moradores removidos foram colocados pela imposição de uma política pública é passível de criar “territórios da espera”, que de acordo com a concepção do ANR-TERRIAT são “espaços destinados voluntariamente ou servindo involuntariamente para por em espera populações deslocadas ou em deslocamento”. Os resultados da pesquisa permitiram concluir que a remoção forçada instituída pelo programa Morar Feliz, apesar de provocar a perda das relações de vizinhança e dos antigos referenciais espaciais, os moradores da Inferno Verde construíram, a partir de práticas socioespaciais, novas territorialidades ligadas à espera, viabilizando assim a criação de um “território da espera”. |
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