Fronteiras índias nos “dezertos, ainda indecizos, pella linha imaginária”. Século XVIII

O objetivo deste artigo é investigar os conflitos que ocorreram a partir do processo de expropriação dos territórios indígenas pelos paulistas, no extremo oeste da América portuguesa, durante o século XVIII. A descoberta das minas de ouro em Cuiabá (1718) e em Goiás (1725) fomentou confrontos e nego...

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الحاوية / القاعدة:URI:https://journals.openedition.org/nuevomundo,
المؤلف الرئيسي: Kok, Glória
التنسيق: Article ou chapitre numérique
اللغة:Portugais
منشور في: Nuevo mundo mundos nuevos 2011
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الوصول للمادة أونلاين:Accès Université d'Orléans et IFPM
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الملخص:O objetivo deste artigo é investigar os conflitos que ocorreram a partir do processo de expropriação dos territórios indígenas pelos paulistas, no extremo oeste da América portuguesa, durante o século XVIII. A descoberta das minas de ouro em Cuiabá (1718) e em Goiás (1725) fomentou confrontos e negociações com os povos indígenas da região: os Kaiapó meridionais, que ocupavam do sudeste do Mato Grosso até a embocadura do Araguaia; os Mbayá-Guaycuru, distribuídos na parte meridional e central do Chaco; e os Payaguá, que dominavam os rios Paraguai e Cuiabá. Aproveitando-se das disputas entre as Coroas nas fronteiras ibéricas, esses grupos indígenas articularam estratégias políticas e comerciais extremamente versáteis, estabelecendo alianças fluidas ora com portugueses, ora com espanhóis, ora com grupos indígenas. Neste cenário colonial ibero-ameríndio, forjaram-se novas identidades indígenas organizadas politicamente e capazes de negociar com as autoridades ibéricas. Por outro lado, as tropas paulistas que se formaram para combater os povos indígenas das fronteiras estavam marcadas pela diversidade étnica e desenvolveram estratégias eficazes nas guerras de conquista na América meridional.