Os quilombolas no Brasil: Pesquisa antropólogica ou perícia político-legal?

A abundante produção sobre os quilombos não se limite, no Brasil, à academia. Pois, desde a promulgação do artigo 68 da Constituição de 1988, os antropólogos estão cada vez mais solicitados enquanto especialistas pelas instituições do Estado encarregadas de aplicar as novas políticas públicas a favo...

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Dettagli Bibliografici
Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/nuevomundo,
Autore principale: Boyer, Véronique
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: Nuevo mundo mundos nuevos 2011
Soggetti:
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:A abundante produção sobre os quilombos não se limite, no Brasil, à academia. Pois, desde a promulgação do artigo 68 da Constituição de 1988, os antropólogos estão cada vez mais solicitados enquanto especialistas pelas instituições do Estado encarregadas de aplicar as novas políticas públicas a favor dos grupos sociais chamados quilombolas. O artigo se propõe examinar o papel que a disciplina pretende preencher e os efeitos da institucionalização crescente desta linha de pesquisa. Neste novo contexto, o diálogo que os antropólogos têm desenvolvido com os juristas, para dar um fundamento científico a uma categoria administrativa, é representativo dos meios que querem se dar para levar adiante esta tarefa. Mas também revela os mal-entendidos que surgem quando a antropologia prentende falar da mesma voz que o Estado. Além disto, a escolha de se envolver nas lutas de classificações não é sem consequência sobre as análises desenvolvidas pela antropologia enquanto disciplina científica.