História, memória e derrisão em Narradores de Javé

A História e o passado têm sido objetos de humor na cultura brasileira. Tradicionalmente, os fatos históricos foram temas oficiais obrigatórios para os sambas enredos no carnaval carioca.  Os heróis e as glórias do passado que fomentariam os mais sérios sentimentos cívicos foram cantados e ensinados...

সম্পূর্ণ বিবরণ

সংরক্ষণ করুন:
গ্রন্থ-পঞ্জীর বিবরন
প্রকাশিত:URI:https://journals.openedition.org/nuevomundo,
প্রধান লেখক: Côrtes, Norma
বিন্যাস: Article ou chapitre numérique
ভাষা:Portugais
প্রকাশিত: Nuevo mundo mundos nuevos 2010
বিষয়গুলি:
অনলাইন ব্যবহার করুন:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
বিবরন
সংক্ষিপ্ত:A História e o passado têm sido objetos de humor na cultura brasileira. Tradicionalmente, os fatos históricos foram temas oficiais obrigatórios para os sambas enredos no carnaval carioca.  Os heróis e as glórias do passado que fomentariam os mais sérios sentimentos cívicos foram cantados e ensinados em versos carnavalescos que, irreverentemente, misturavam heroísmo com comicidade. O ápice crítico dessa derrisão apareceu em o Samba do Crioulo Doido — música de Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) lançada em 1968 que ironizava os efeitos deseducativos da moralidade edificante. Mas além da música, e sem esquecer a longa tradição dos pasquins e caricaturas, as personagens históricas também foram alvos do escárnio no cinema. Foi assim em Carlota Joaquina. A Princesa do Brasil, (1995) filme de Carla Camurati, um dos marcos inaugurais da chamada “retomada” do cinema brasileiro. Mas a brincadeira de desmanchar fronteiras entre realidade histórica e ironia ficcional foi radicalizada em Narradores de Javé (Brasil, 2003, Eliane Caffé). Confundindo vida e arte, esse filme consiste num caleidoscópio com variados graus de narrativas em que verdade e simulacro coabitam em inusitada harmonia. Este artigo explora tais aspectos lúdicos da narrativa histórica e fílmica no Brasil