Imagens de indígenas usadas para vender cachaça: representações em rótulos de bebida alcoólica do século XX
Nesse trabalho buscamos analisar representações de personagens indígenas na iconografia dos rótulos de cachaças brasileiras das décadas de 1940 e 1950. Partindo da História Cultural, procuramos observar como as representações hegemônicas acerca dos indígenas, construídas e veiculadas em discursos de...
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| Udgivet i: | URI:https://journals.openedition.org/nuevomundo, |
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| Auteurs principaux: | , , |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Sprog: | Espagnol |
| Udgivet: |
Nuevo mundo mundos nuevos
2026
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| Fag: | |
| Online adgang: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Summary: | Nesse trabalho buscamos analisar representações de personagens indígenas na iconografia dos rótulos de cachaças brasileiras das décadas de 1940 e 1950. Partindo da História Cultural, procuramos observar como as representações hegemônicas acerca dos indígenas, construídas e veiculadas em discursos defendidos por instituições historiográficas, artísticas e midiáticas, transparecem nas imagens elaboradas para a divulgação dessa bebida que é considerada a mais tradicional do Brasil. Embasamo-nos nas leituras sobre representações sociais de Roger Chartier e Denise Jodelet, e em metodologias de análise iconográficas fundamentadas em Erwin Panofsky e Deborah Poole. Nossas fontes são rótulos de cachaça fabricados em diferentes estados nordestinos em meados do século XX e hoje pertencentes ao acervo da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ-PE). A partir dessas bases, consideramos que sendo a função dessas imagens, enquanto instrumentos publicitários, atrair o público consumidor, elas acessavam o imaginário compartilhado com seu público para falar aos desejos e aspirações deste. E nesse imaginário representações estereotipadas e racistas acerca dos indígenas existiam. A estratégia de retratar personagens e temáticas indígenas falava da crença dos produtores no poder de atração e convencimento dessas imagens, colocando os indígenas como objeto de consumo do público-alvo em questão. |
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