O mito da portugalidade no ensino colonial: a história e a razão metonímica

Enquanto sector da política colonial portuguesa, a instrução e a educação colonial serão abordadas como elemento estruturante da dominação colonial e como campo de exercício da razão metonímica (cf. SANTOS 2002; 2006).Procurar-se-á, pois, problematizar a temática da instrução e educação colonial em...

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Detalles Bibliográficos
Publicado en:URI:https://journals.openedition.org/mulemba,
Autor Principal: Gomes, Catarina Antunes
Formato: Article ou chapitre numérique
Idioma:Portugais
Publicado: Mulemba 2016
Sujets:
Acceso en liña:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descripción
Résumé:Enquanto sector da política colonial portuguesa, a instrução e a educação colonial serão abordadas como elemento estruturante da dominação colonial e como campo de exercício da razão metonímica (cf. SANTOS 2002; 2006).Procurar-se-á, pois, problematizar a temática da instrução e educação colonial em Angola, focando especialmente a década de 1960. Nesse contexto particular, a educação era encarada, simultaneamente, como instrumento de luta contra a «insurreição terrorista» que se espalhava por Angola e como um instrumento de promoção da adesão das comunidades à portugalidade, tornando-as imunes à «rebelião». Será, pois, um ideal instrumental de portugalidade e os propósitos de afrontamento e neutralização das ideologias nacionalistas, que irão orientar a acção educativa colonial. Esse ideal de portugalidade servirá ao fortalecimento dos propósitos «integracionistas» e «assimilacionistas», na medida em que «todos quantos pensam, sentem e agem à luz dos valores morais, espirituais e religiosos da Casa Lusitana são portugueses. Em rigor, a integração é, entre nós, uma mentalidade. Define um estilo de vida» (SILVA 2010: 16).