A relação entre arte e ciência na bioarte: estudo do caso da obra Nature? (1999-2000) de Marta de Menezes

Ao longo do século XX assistiu-se a uma expansão sem precedentes dos materiais, meios e técnicas utilizados pelos artistas. A arte libertou-se para explorar novos campos do saber que se tornaram, não apenas fontes de inspiração, mas também métodos de trabalho. Disso são exemplos as obras incluídas n...

Cijeli opis

Spremljeno u:
Bibliografski detalji
Izdano u:URI:https://journals.openedition.org/midas,
Glavni autor: Oliveira, Cristina Barros
Format: Article ou chapitre numérique
Jezik:Portugais
Izdano: MIDAS 2015
Teme:
Online pristup:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Opis
Sažetak:Ao longo do século XX assistiu-se a uma expansão sem precedentes dos materiais, meios e técnicas utilizados pelos artistas. A arte libertou-se para explorar novos campos do saber que se tornaram, não apenas fontes de inspiração, mas também métodos de trabalho. Disso são exemplos as obras incluídas na chamada “bioarte”, que utilizam o conhecimento e as técnicas do âmbito da biologia e da biotecnologia como materiais artísticos. Neste artigo analisaremos o caso de Nature? (1999-2000) da artista Marta de Menezes (n. 1975), atualmente pertencente à coleção do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC), procurando realçar as dificuldades que coloca a sua musealização e conservação. Para além do levantamento e estudo do material publicado acerca deste assunto, esta investigação incluiu a realização de entrevistas a Marta de Menezes e aos responsáveis pela conservação da coleção do MEIAC. Foi também consultada a documentação acerca da obra existente neste museu. Esta instalação – que teve origem no trabalho desenvolvido pela artista durante a sua primeira residência num laboratório científico – inclui borboletas vivas, cujas asas são modificadas para fins artísticos. A inclusão de seres vivos implica um aumento significativo do conhecimento que é necessário preservar e transmitir para assegurar a sobrevivência da obra, obrigando a um repensar das estratégias museológicas utilizadas e abrindo novas possibilidades de colaboração entre artistas, cientistas e museus.