Site-specific e transformação de paradigmas museológicos

Este artigo analisa a arte site-specific enquanto estratégia central no paradigma expositivo contemporâneo, focando-se nas suas possibilidades e limites para reconfigurar a experiência museológica. Argumenta-se que a institucionalização da arte de instalação por instituições de grande escala, como o...

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Veröffentlicht in:URI:https://journals.openedition.org/midas,
1. Verfasser: Vaz, Pedro
Format: Article ou chapitre numérique
Sprache:Portugais
Veröffentlicht: MIDAS 2025
Schlagworte:
Online Zugang:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Beschreibung
Zusammenfassung:Este artigo analisa a arte site-specific enquanto estratégia central no paradigma expositivo contemporâneo, focando-se nas suas possibilidades e limites para reconfigurar a experiência museológica. Argumenta-se que a institucionalização da arte de instalação por instituições de grande escala, como o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (Portugal), a Tate Modern (Reino Unido) e o Guggenheim Bilbao (Espanha), promove uma dinâmica participativa e imersiva, transformando o visitante num coautor ativo do discurso curatorial. A arquitetura monumental destes museus é identificada como um fator indissociável deste fenómeno, ao fornecer o suporte espacial necessário para explorações estéticas e sensoriais ambiciosas. O artigo tem por base a análise da instalação Nosso Barco Tambor Terra de Ernesto Neto, inaugurada no MAAT em 2024, através de uma entrevista ao artista, e da observação in loco das dinâmicas participativas dos visitantes no âmbito da visita à instalação e participação dos programas de ativação da exposição. Demonstra-se, através deste estudo de caso, como os dispositivos de mediação e a dimensão lúdica são cruciais para fomentar a componente participativa e promover uma relação mais democrática com o público. O estudo incide sobre um espaço concebido para acolher exposições de grande escala, cujas narrativas e discursos se articulam com a experiência do visitante. Explora-se, ainda, a relação entre a arquitetura e a espetacularização desse espaço, entendido como porta de entrada para o museu.