A exposição como “obra de arte total”: O MUDE como caso de estudo

Desde o início do século XX que vários artistas trabalham a ideia da exposição como instalação e fazem do espaço expositivo uma obra em si mesmo. Hoje, com as fronteiras entre conteúdo (objeto) e contentor (espaço) cada vez mais diluídas, a exposição é pensada como uma atmosfera ou cenografia, o dis...

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Detaylı Bibliyografya
Yayımlandı:URI:https://journals.openedition.org/midas,
Asıl Yazarlar: Coutinho, Bárbara, Tostões, Ana
Materyal Türü: Article ou chapitre numérique
Dil:Portugais
Baskı/Yayın Bilgisi: MIDAS 2015
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Online Erişim:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
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Özet:Desde o início do século XX que vários artistas trabalham a ideia da exposição como instalação e fazem do espaço expositivo uma obra em si mesmo. Hoje, com as fronteiras entre conteúdo (objeto) e contentor (espaço) cada vez mais diluídas, a exposição é pensada como uma atmosfera ou cenografia, o discurso é menos linear, fechado e conclusivo, enquanto o espaço expositivo reforça a sua natureza performativa, site-specific, laboratorial e teatral. Esta prática curatorial concede ao visitante um papel mais participativo na construção do próprio discurso, valorizando a sua autonomia. Neste contexto, colocamos a hipótese da exposição se aproximar do conceito de Obra de Arte Total (Gesamtkunstwerk), com os objetos, o espaço e o público a desempenharem um papel de igual importância para o resultado final. Tomamos o MUDE - Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo (Lisboa) como caso de estudo e vemos como tem vindo a ser desenhado como um work in progress e integrado a ruína no seu conceito museológico, assumindo-a como conteúdo expositivo. Interessa-nos analisar o papel que a investigação histórica do edifício, realizada de modo operativo, tem desempenhado na estratégia museológica e no programa de requalificação integral do edifício. Procuramos ainda compreender o modo como o discurso expositivo se filia no ideal de opera aperta de Umberto Eco, para avaliar o MUDE no âmbito das novas práticas curatoriais e museológicas.