Memória e mitos. O touro na obra de Jorge Vieira. A exposição como campo alargado

Jorge Vieira (1922-1998) foi um dos mais importantes escultores portugueses da segunda metade do século XX português. A sua obra é predominantemente ecléctica, circulando com vivacidade entre o surrealismo e o abstraccionismo, ancorada no interesse pelas artes pré-clássicas do Mediterrâneo e pelas a...

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التفاصيل البيبلوغرافية
الحاوية / القاعدة:URI:https://journals.openedition.org/midas,
المؤلف الرئيسي: Silva, Raquel Henriques da
التنسيق: Article ou chapitre numérique
اللغة:Portugais
منشور في: MIDAS 2023
الموضوعات:
الوصول للمادة أونلاين:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
الوصف
الملخص:Jorge Vieira (1922-1998) foi um dos mais importantes escultores portugueses da segunda metade do século XX português. A sua obra é predominantemente ecléctica, circulando com vivacidade entre o surrealismo e o abstraccionismo, ancorada no interesse pelas artes pré-clássicas do Mediterrâneo e pelas artes populares, especialmente na diversidade das práticas cerâmicas. Para celebrar o seu centenário, a Câmara Municipal de Beja apresentou, de Novembro de 2022 a Março de 2023, a exposição Memória e Mitos. O Touro na Obra de Jorge Vieira centrada no tema do touro, um dos motivos constantes da iconografia de Vieira. Este tema possibilitou o trabalho alargado de uma equipa multidisciplinar de história da arte e da arqueologia, recuando à importância do touro como figura mítica da cidade e do território de Beja. Propôs-se assim uma visão antropológica de uma prática artista contemporânea, rompendo cronologias e contextos históricos que questionam os modos habituais da historiografia da arte. Propôs-se também que a exposição fosse, ela mesmo, lugar de concretização de práticas museológicas que entrosam a investigação de campos distintos (a História da Arte e a Arqueologia) com o exercício de uma museografia falante (a acessibilidade das «mesas» onde as peças se colocavam; o jogo plástico entre as paredes com desenhos e as «mesas» com escultura; a plena visibilidade dos textos de cada um dos núcleos expositivos.