Arte espacial e arquiteturas espaciais: explorando ligações
A arte espacial é uma realidade ainda pouco divulgada, seja ao nível da produção artística, seja ao nível dos museus. A partir de uma análise assente numa metodologia de revisão bibliográfica, este artigo pretende refletir criticamente sobre o entrosamento entre arte espacial e arquiteturas espaciai...
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| Gepubliceerd in: | URI:https://journals.openedition.org/midas, |
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| Hoofdauteur: | |
| Formaat: | Article ou chapitre numérique |
| Taal: | Portugais |
| Gepubliceerd in: |
MIDAS
2023
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| Onderwerpen: | |
| Online toegang: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Samenvatting: | A arte espacial é uma realidade ainda pouco divulgada, seja ao nível da produção artística, seja ao nível dos museus. A partir de uma análise assente numa metodologia de revisão bibliográfica, este artigo pretende refletir criticamente sobre o entrosamento entre arte espacial e arquiteturas espaciais. Ou seja, explora a interligação entre dois cenários arquitetónicos espaciais, explorando aspetos de exibição artística e as condições inóspitas extraplanetárias. O primeiro prende-se com a Estação Espacial Internacional, uma arquitetura laboratorial e de habitação, que recebeu os projetos artísticos Sojouner 2020 e Moon Gallery (2022). A partir das teorias de heterotopia e heterocronia de Michel Foucault estabelecemos uma interligação baseada na relação espácio-temporal marcada pela transitividade e pela potencial transformação de obras artísticas biotecnológicas. A análise de outras obras de teor crítico, considerando o conceito de heterotopia de Kevin Hetherington, permitiu perceber a Estação Espacial Internacional como lugar onde o biopoder opera juntamente com a sua crítica. O outro cenário é hipotético e refere-se às arquiteturas futuristas de galerias de arte espaciais do programa Tate in Space (2000) da Tate Modern. A possível interligação suprarreferida foi analisada a partir da teoria das cinco “atmosferas” (espaço físico, geográfico, sensorial, social e individual) do Livro de Princípios (no original Book of Principles) que a artista Kristen Johannsen (2016) elaborou para aplicação em obras artísticas a serem enviadas para o espaço sideral. Neste contexto demonstramos a articulação entre as características arquitetónicas e as “atmosferas”, evidenciada pela análise de aspetos psicossociais, espácio-temporais, artísticos e curatoriais que um ambiente extraplanetário extremo suscita. A temática analisada é relevante porque nos leva a refletir sobre como circunstâncias ambientais distintas implicam diferentes modos de expor e comunicar. Globalmente, este artigo contribui para trazer maior conhecimento sobre uma realidade pouco estudada, permitindo, por sua vez, abrir pistas de investigação sobre outros espaços de exibição artística e as suas práticas curatoriais. |
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