Curadoria em arte/arqueologia: processos de proto e pós-escavação

A prática transdisciplinar da arte/arqueologia tem vindo a criar uma nova relação entre os mundos da arqueologia e da arte contemporânea. Criada uma nova confluência, onde arqueólogos e/ou artistas potenciam o seu trabalho investigativo, criativo e performativo, defendemos que a curadoria em arte/ar...

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Shranjeno v:
Bibliografske podrobnosti
izdano v:URI:https://journals.openedition.org/midas,
Auteurs principaux: Silva, Pedro da, Moreira, Inês
Format: Article ou chapitre numérique
Jezik:Portugais
Izdano: MIDAS 2023
Teme:
Online dostop:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Opis
Izvleček:A prática transdisciplinar da arte/arqueologia tem vindo a criar uma nova relação entre os mundos da arqueologia e da arte contemporânea. Criada uma nova confluência, onde arqueólogos e/ou artistas potenciam o seu trabalho investigativo, criativo e performativo, defendemos que a curadoria em arte/arqueologia servirá para expandir novas direções no campo da produção de conhecimento. Neste artigo, analisamos a literatura internacional sobre este tema emergente, servindo de base e método para discutir casos de estudo. Esses casos de estudo referem-se a exemplos de criação artística contemporânea portuguesa, nomeadamente a partir do coletivo Pedra no Rim e do artista plástico João Gomes Gago. A partir das hipóteses levantadas pela literatura sobre arte/arqueologia e a sua discussão através dos casos de estudo selecionados evidenciamos como a materialidade cerâmica pode servir como caso de estudo curatorial para questionar a própria definição de “artefacto arqueológico”. A partir dos processos (ou metodologias) de proto-escavação e pós-escavação que propomos, (re)interpretamos esses registos artefactuais, a partir de novos formatos artísticos contemporâneos, de mediação e de ressignificação de um passado que será arqueológico. Concluímos que a curadoria em arte/arqueologia tem um papel fundamental no questionamento da própria definição de “artefacto arqueológico” enquanto objeto ou “coisa” passiva e imutável. Isto é, a curadoria em arte/arqueologia enfatiza a importância das perspetivas individuais e das relações sociais e históricas na construção do significado dos artefactos arqueológicos.