A cultura e a promoção da democracia: recomendações da Carta do Porto Santo para os museus

A Carta do Porto Santo (2021) é um documento programático que tem o nome da ilha onde foi apresentado, uma região ultraperiférica europeia, assumida como centro de irradiação de propostas de política cultural e educativa. Esta Carta Europeia pretende ser um farol para orientar as práticas e os discu...

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التفاصيل البيبلوغرافية
الحاوية / القاعدة:URI:https://journals.openedition.org/midas,
المؤلف الرئيسي: Brighenti, Sara Barriga
التنسيق: Article ou chapitre numérique
اللغة:Portugais
منشور في: MIDAS 2022
الموضوعات:
الوصول للمادة أونلاين:Accès Université d'Orléans et IFPM
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الوصف
الملخص:A Carta do Porto Santo (2021) é um documento programático que tem o nome da ilha onde foi apresentado, uma região ultraperiférica europeia, assumida como centro de irradiação de propostas de política cultural e educativa. Esta Carta Europeia pretende ser um farol para orientar as práticas e os discursos dos governos, instituições e cidadãos, com o propósito de remover os obstáculos à participação cultural, tornando-a o mais ampla possível, desta forma reforçando a relevância dos direitos culturais das pessoas. A Carta do Porto Santo reflete sobre o papel que os sectores da cultura, artes, património e educação desempenham na promoção da democracia. O teor do documento aborda questões que promovem o papel da cultura para a saúde da democracia; a diferença entre democratização e democracia cultural; a centralidade dos territórios digitais; a inter-relação entre cultura e educação. Contém 37 recomendações que propõem formas de incentivar as autoridades europeias, as instituições culturais e os cidadãos a implementar a democracia cultural, através da partilha do poder que detêm e da promoção dos direitos culturais dos cidadãos. Este ensaio segue a visão da Carta e propõe uma reflexão sobre as implicações do modelo de democracia cultural para os museus, indicando modos de “ser” e de “fazer” o museu enquanto lugar e instrumento de cidadania cultural, para que com ele cada cidadão e cada comunidade possa escolher participar e assumir a responsabilidade pelo horizonte cultural de todos.