Do “museu aberto” ao “museu disperso”: desafios ao poder

A conjuntura socioeconómica dos últimos anos tem despoletado um forte debate sobre o posicionamento e a ação das instituições de arte na sociedade. O presente artigo centra-se na análise de um novo conceito de museu – o “museu disperso” – proposto por Charles Esche (n. 1962) e no qual assenta a prog...

Szczegółowa specyfikacja

Zapisane w:
Opis bibliograficzny
Wydane w:URI:https://journals.openedition.org/midas,
1. autor: Teixeira, Mariana Roquette
Format: Article ou chapitre numérique
Język:Portugais
Wydane: MIDAS 2016
Hasła przedmiotowe:
Dostęp online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Opis
Streszczenie:A conjuntura socioeconómica dos últimos anos tem despoletado um forte debate sobre o posicionamento e a ação das instituições de arte na sociedade. O presente artigo centra-se na análise de um novo conceito de museu – o “museu disperso” – proposto por Charles Esche (n. 1962) e no qual assenta a programação do Van Abbemuseum (Eindhoven, Holanda). Partindo de alguma da produção teórica de Esche sobre o museu no século XXI e mediante o estudo comparativo de um conjunto de projetos, exposições e eventos de épocas distintas (décadas de 1960, 2000 e 2010), procuramos compreender a influência que a ideia de “museu aberto”, desenvolvida ao longo da década de 1960 como alternativa ao “museu-santuário”, exerce na construção deste novo conceito de museu alternativo, que se apresenta como proposta de reação ao museu enquanto lugar de lazer e consumo que satisfaz interesses políticos e económicos. Para tal, procedemos ao levantamento e análise de artigos de imprensa dedicados às referidas mostras, relatos dos curadores de exposições, muitas vezes sob a forma de entrevistas, material iconográfico e catálogos de exposição. Esta análise revela que, apesar de não o mencionar nos seus ensaios e entrevistas, Charles Esche recupera a essência do conceito original de “museu aberto” e retrabalha-o, de forma a expandi-lo e a conferir-lhe uma nova vida. Por fim, e tendo presente o destino do “museu aberto”, é lançada a questão sobre o futuro do “museu disperso” tal como idealizado pelo curador inglês.