O Museu Nacional de Arte Contemporânea sob a direção de Eduardo Malta
Eduardo Malta (1900-1967) foi um controverso diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) entre 1959 e 1967. Este período foi considerado pela historiografia portuguesa como um dos mais negros na história desta instituição museológica, constituindo um “caso de estudo” na história da museol...
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| Publicado no: | URI:https://journals.openedition.org/midas, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado em: |
MIDAS
2016
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Resumo: | Eduardo Malta (1900-1967) foi um controverso diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) entre 1959 e 1967. Este período foi considerado pela historiografia portuguesa como um dos mais negros na história desta instituição museológica, constituindo um “caso de estudo” na história da museologia portuguesa. Ao longo da sua carreira artística, Eduardo Malta estabeleceu uma valiosa rede de contactos no regime do Estado Novo e foi um artista protegido por António de Oliveira Salazar. A sua nomeação como diretor do MNAC representou um exercício de poder por parte do Estado Novo, contrariando a opinião pública das esferas artística e intelectual, que reagiram através de um protesto com mais de 200 subscritores. Neste artigo pretende-se apresentar a figura do pintor e analisar a sua administração no MNAC, através de pontuais episódios centrados nas aquisições, exposições permanente e temporária, catálogos publicados e na comunicação com os públicos. Em simultâneo, reflete-se sobre a sua inadequação ao cargo, em parte representativa do discurso museológico do Regime à época. |
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