Os Xetá e seus acervos: memória histórica, política e afetiva (Paraná, Brasil)
Em meados do século xx, os Xetá, povo indígena falante de uma língua tupi-guarani, foram contatados no Sul do Brasil, e subitamente reduzidos: em uma década perderam 70% de sua população. Do contato restou farta documentação sobre o grupo, que cobre diversificados interesses: cultura material, cinem...
Tallennettuna:
| Julkaisussa: | URI:https://journals.openedition.org/jsa, |
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| Päätekijät: | , , |
| Aineistotyyppi: | Article ou chapitre numérique |
| Kieli: | Portugais |
| Julkaistu: |
Journal de la Société des américanistes
2021
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| Aiheet: | |
| Linkit: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Yhteenveto: | Em meados do século xx, os Xetá, povo indígena falante de uma língua tupi-guarani, foram contatados no Sul do Brasil, e subitamente reduzidos: em uma década perderam 70% de sua população. Do contato restou farta documentação sobre o grupo, que cobre diversificados interesses: cultura material, cinema, etnomusicologia, arqueologia e linguística. Refeitos demograficamente, embora ainda desterritorializados, os Xetá têm cada vez mais buscado conhecer os acervos depositados em museus, os quais documentam a trágica história do grupo, que vai, assim, tomando uma forma cristalizada e irrevogável. Na atualidade, emulando os antigos, os grupos familiares xetá estão a (re)produzir machados de pedra, bichinhos, pontas de flechas, colares, e colecionando filmes e fotografias em que se busca recuperar a vida passada. Concebidas entre as categorias “trabalho” e “relíquia”, essa produção lhes permite dinamizar a vida social, instaurando uma lógica objetiva e subjetiva, permeada de temporalidade e constitutiva da vida xetá. A partir da dinâmica de relações entre essas categorias, este artigo pretende refletir o modo como “as coisas dos antigos no tempo do mato” criam a vida, isto é, movimentam e revelam, em termos de enunciação de conceitos, as relações, a política, o afeto, a memória e a temporalidade xetá. |
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