Imagens de Marighella: o cineasta militante, a diretora-sobrinha, o mesmo herói
O artigo propõe uma análise comparativa de dois documentários sobre a mesma figura histórica brasileira: Marighella: retrato falado do guerrilheiro (Silvio Tendler, Brasil, 2001) e Marighella (Isa Grinspum Ferraz, Brasil, 2011). O objetivo é pensar sobre nuances e paralelos entre os olhares do cinea...
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| الحاوية / القاعدة: | URI:https://journals.openedition.org/ideas, |
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| المؤلف الرئيسي: | |
| التنسيق: | Article ou chapitre numérique |
| منشور في: |
IdeAs
2016
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| الموضوعات: | |
| الوصول للمادة أونلاين: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| الملخص: | O artigo propõe uma análise comparativa de dois documentários sobre a mesma figura histórica brasileira: Marighella: retrato falado do guerrilheiro (Silvio Tendler, Brasil, 2001) e Marighella (Isa Grinspum Ferraz, Brasil, 2011). O objetivo é pensar sobre nuances e paralelos entre os olhares do cineasta militante e da diretora-sobrinha para a biografia de Carlos Marighella, líder guerrilheiro assassinado pela ditadura em 1969. O problema teórico de fundo é a “guinada subjetiva” do documentário nos últimos anos, a passagem de um cinema épico assertivo para um cinema íntimo reflexivo. A hipótese é que, a despeito das supostas filiações geracionais ou cinematográficas dos diretores, as analogias se impõem entre as duas obras, principalmente em três eixos: o recurso aos artifícios do documentário de entrevista convencional; a coincidência dos marcos da narrativa biográfica; a exaltação da memória do herói guerrilheiro. Apesar das “roupagens” estéticas, a “guinada subjetiva” não separa os dois filmes. As gerações de cineastas se encontram na construção de uma memória consolidada do herói da resistência. Mas apenas a análise fílmica atenta permite que se veja aquilo que há de épico sob a aparência do íntimo, o que existe de fórmula sob a imagem da novidade. |
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