Le rythme du langage érotique dans Galaxies de Haroldo de Campos
O livro Galáxias (1984), do brasileiro Haroldo de Campos, possui uma escrita de fluxo contínuo, dotada de alguma narratividade e ritmo poético próprio. O texto abdica de vírgulas, letras maiúsculas, parágrafos e pontos finais, propondo uma fruição linguística que explora amplamente metáforas, aliter...
Gardado en:
| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/iberical, |
|---|---|
| Autor Principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicado: |
Iberic@l
2026
|
| Sujets: | |
| Acceso en liña: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Résumé: | O livro Galáxias (1984), do brasileiro Haroldo de Campos, possui uma escrita de fluxo contínuo, dotada de alguma narratividade e ritmo poético próprio. O texto abdica de vírgulas, letras maiúsculas, parágrafos e pontos finais, propondo uma fruição linguística que explora amplamente metáforas, aliterações, imagens, hipérbatos e parataxe. Tais expedientes, para além de definir o estilo haroldiano, transbordam um erotismo singular. Dado que as particularidades da forma e o encadeamento rítmico do poema se ancoram sobretudo na disposição morfológica e fonética das palavras, são também essas escolhas lexicais que regem a expressão erótica do texto. As teorias de Roland Barthes e de Georges Bataille embasam teoricamente esta leitura, que foi ilustrada por meio da análise da melopeia e logopeia dos fragmentos 25 “aquele como se chamava” e 45 “mais uma vez”. O objetivo deste trabalho, portanto, é o de demonstrar como o erotismo se revela estruturalmente no poema haroldiano, isto é, mediante certas escolhas lexicais e figuras de linguagem que guiam o ritmo do texto do micro ao macro. |
|---|