(Re)descobrimentos: o Brasil (re)nascido do porão do negreiro e (re)criado pela poesia radical negra de Noémia de Sousa

Na tentativa de oferecer outra perspectiva de leitura das formas como o Brasil é retratado na poesia africana escrita em Língua Portuguesa, proponho ler a postura crítica e o burilar estético desenvolvidos no poema “Samba”, da moçambicana Noémia de Sousa, não só como exemplos da sua verve modernista...

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Dettagli Bibliografici
Pubblicato in:URI:https://journals.openedition.org/iberical,
Autore principale: Ribeiro Teixeira, Vanessa
Natura: Article ou chapitre numérique
Lingua:Portugais
Pubblicazione: Iberic@l 2024
Soggetti:
Accesso online:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Descrizione
Riassunto:Na tentativa de oferecer outra perspectiva de leitura das formas como o Brasil é retratado na poesia africana escrita em Língua Portuguesa, proponho ler a postura crítica e o burilar estético desenvolvidos no poema “Samba”, da moçambicana Noémia de Sousa, não só como exemplos da sua verve modernista, mas, sobretudo, de elaboração artística ligada à Tradição Radical Negra. Tendo em vista a concepção de que o Brasil moderno – assim como outros espaços marcados pela diáspora africana – nasce dos porões do negreiro, evoco as reflexões de Paul Gilroy, em O Atlântico Negro: modernidade e dupla consciência, de forma a estabelecer um diálogo com o olhar crítico de Noémia, diálogo esse que tem como base a primazia da música enquanto produção que comprova a energia de vida de toda uma humanidade negada, capaz de ultrapassar as barreiras da inteligibilidade da comunicação escrita – nesse caso, restrita e restritiva –, “herdada” da lógica civilizacional da modernidade europeia.