A sexualidade de Mário: menos velocidade, mais paciência

Com a recente publicação da íntegra da “Carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira de 7 de abril de 1928”, o assunto da suposta homossexualidade de Mário de Andrade, censurado durante décadas e, segundo alguns, reprimido ou sublimado pelo próprio escritor, já não pode ser ignorado nem pelos crítico...

Deskribapen osoa

Gorde:
Xehetasun bibliografikoak
Argitaratua izan da:URI:https://journals.openedition.org/iberical,
Egile nagusia: Braga-Pinto, César
Formatua: Article ou chapitre numérique
Hizkuntza:Portugais
Argitaratua: Iberic@l 2024
Gaiak:
Sarrera elektronikoa:Accès Université d'Orléans et IFPM
Accès Université d'Orléans et IFPM
Deskribapena
Gaia:Com a recente publicação da íntegra da “Carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira de 7 de abril de 1928”, o assunto da suposta homossexualidade de Mário de Andrade, censurado durante décadas e, segundo alguns, reprimido ou sublimado pelo próprio escritor, já não pode ser ignorado nem pelos críticos nem pelos biógrafos. O artigo argumenta que, se há violência na longa exclusão a qualquer menção à homossexualidade na obra e na biografia do poeta, não é menor a violência contida no impulso de “tirar o autor do armário”. E se há opacidade e elipses em seu discurso sobre o sexo e a sexualidade, não é por recalque, pudor ou moralidade cristã, mas, ao contrário, é resultado de uma estratégia de resistência ao olhar médico-jurídico e normalizador que dá nome às dissidências para tão logo puni-las. Propõe-se rastrear o uso da palavra “paciência” em sua obra (assim como em sua recepção), para melhor se compreender o sentido e o efeito do armário cuidadosamente elaborado pelo escritor.