A cantar se resiste: Deolinda ou o novo rosto do fado
Partindo da análise de duas canções do grupo português Deolinda, este artigo visa compreender como pode o fado estar associado à expressão de um descontentamento. Ver-se-á de que modo uma forma musical que, segundo um certo imaginário coletivo, perpetua um “ser português” se transforma em demonstraç...
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| Publicat a: | URI:https://journals.openedition.org/iberical, |
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| Autor principal: | |
| Format: | Article ou chapitre numérique |
| Idioma: | Portugais |
| Publicat: |
Iberic@l
2024
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| Matèries: | |
| Accés en línia: | Accès Université d'Orléans et IFPM Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sumari: | Partindo da análise de duas canções do grupo português Deolinda, este artigo visa compreender como pode o fado estar associado à expressão de um descontentamento. Ver-se-á de que modo uma forma musical que, segundo um certo imaginário coletivo, perpetua um “ser português” se transforma em demonstração daquilo que o “ser português” não deveria aceitar. Far-se-á uma breve referência às suas origens, enunciando-se os seus leitmotive e traçando-se a sua evolução na vida cultural. Procurar-se-á, outrossim, perceber a sua influência na mentalidade portuguesa, aprofundando-se o conceito de “portugalidade”. Recordando que a lusofonia não se atém ao universo português, aludiremos à hipótese de Vieira Nery: a de que as formas primitivas do fado nasceram da mistura de danças e ritmos africanos com expressões musicais europeias presentes no Brasil colonial. Isto porque, no fundo, mais do que apanágio de um determinado povo, cada manifestação cultural é, antes de mais, património de toda a humanidade. |
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