Vingança e territorialidade tikmũ,ũn
Neste artigo, retomo a aproximação feita por Carneiro da Cunha e Viveiros de Castro entre vingança e temporalidade para introduzir um terceiro elemento nessa díade que é a territorialidade. Isso será feito a partir da etnografia dedicada aos povos tikmũ,ũn-Maxakali buscando analisar três perspectiva...
محفوظ في:
| الحاوية / القاعدة: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
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| المؤلف الرئيسي: | |
| التنسيق: | Article ou chapitre numérique |
| اللغة: | Portugais |
| منشور في: |
Horizontes Antropológicos
2025
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| الموضوعات: | |
| الوصول للمادة أونلاين: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| الملخص: | Neste artigo, retomo a aproximação feita por Carneiro da Cunha e Viveiros de Castro entre vingança e temporalidade para introduzir um terceiro elemento nessa díade que é a territorialidade. Isso será feito a partir da etnografia dedicada aos povos tikmũ,ũn-Maxakali buscando analisar três perspectivas diferentes. Em primeiro lugar, observo as dinâmicas vindicativas no interior da socialidade tikmũ,ũn. Em segundo lugar, analiso como a vingança memoria relação com lugares específicos por meio de cantos e narrativas. Por fim, mostro como pessoas tikmũ,ũn respondem ao contexto de práticas de violência interétnica acionando o idioma da vingança. Nesse ínterim, argumento que a vingança funciona como um dispositivo que freia a possibilidade de se ter direito sobre a vida e a morte de outrem. Tal dinâmica possibilita a socialidade tikmũ,ũn a não entrar no território da necropolítica, buscando viver um outro território existencial. |
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