O tesouro, a cerca, o fumo, os mortos e a guerra no quilombo Linha Fão (RS): relatórios antropológicos e os sentidos da história quilombola
O campo de produção dos relatórios antropológicos para fins de titulação de territórios quilombolas deu à antropologia um lugar singular na escrita de uma história dos quilombos no Brasil. Baseado nesse tipo de produção, proponho uma etnografia da história do quilombo Linha Fão, comunidade localizad...
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| Publicado en: | URI:https://journals.openedition.org/horizontes, |
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| Autor principal: | |
| Formato: | Article ou chapitre numérique |
| Lenguaje: | Portugais |
| Publicado: |
Horizontes Antropológicos
2025
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | Accès Université d'Orléans et IFPM |
| Sumario: | O campo de produção dos relatórios antropológicos para fins de titulação de territórios quilombolas deu à antropologia um lugar singular na escrita de uma história dos quilombos no Brasil. Baseado nesse tipo de produção, proponho uma etnografia da história do quilombo Linha Fão, comunidade localizada no meio rural de Arroio do Tigre (RS). Com ela, ofereço descrição etnográfica baseada em três diferentes sentidos da história mobilizados nesse tipo de pesquisa: como nation building, como dispositivo cultural e como paisagem. Isso permitirá mostrar que a história a partir do Fão é uma subversão radical ao que o oficialismo da cidade ensina sobre seu passado; ao que o Estado brasileiro define sobre abolição da escravidão; ao que as paisagens do lugar evidenciam com sua atual conformação; ao que o memorialismo gaúcho explica sobre suas guerras passadas; e ao que o achado de um tesouro por parte de um ancestral quilombola parece significar. |
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